“Não se aproxima. Não fica atrás de mim como se isso não fosse nada. Não toca na minha mão como se o mundo dependesse disso. Eu tenho vontade de mandar você se afastar, mas… Não dá. Nunca deu. Não quando você fala meio rouco e chega cada vez mais perto. Não quando eu percebo que a música lá dentro aumentou, e ninguém seria capaz de ouvir se eu gritasse. Não quando eu me dou conta de que somos apenas nós, perdidos em um mini telhadinho que nunca seria achado por pura coincidência. E coincidências não combinam com a gente. Só o destino.”
“- E quem seria o melhor para mim, Henrique?
- Aquele que te ama mais.
- Ou seja, o…
- Eu, Ana. Eu.”
“Eu era loira, você sempre gostou mais das morenas. Eu era magrinha, você sempre gostou mais das gordinhas estilo gostosas. Eu era grudenta e você sempre preferiu garotas pego-uma-vez-e-não-vejo-mais. Eu tinha olhos escuros, quase pretos e não é novidade que você sempre gostou mais de olhos claros, quase da cor do céu. Você era moreno, e eu sempre gostei mais dos loiros. Você era musculoso, bombado e eu sempre gostei mais dos magrinhos. Você era o tipo de garoto que eu só veria uma vez na balada e depois desaparecia, e eu sempre preferi os garotos que me ligavam no dia seguinte. Nunca gostei de garotos como você, nunca sequer cogitei a ideia de algum dia sair com alguém assim. Você nunca gostou de garotas iguais a mim, nunca quis sair com uma garotinha assim por medo de que ela grudasse feito chiclete. Mas olhe só, como o amor é irracional e delinquente. Eu nunca gostei de garotos iguais a você, mas de você, eu gostei.”
“Engano você, os meus amigos, o coração, a minha guitarra, todo mundo… mas não me engano, sei bem em quem penso antes de deitar.”